O governo da Coreia do Sul está atingindo as corretoras de criptomoedas do país com grandes demandas de impostos, em sua última tentativa de controlar esse setor volátil e em expansão.

De acordo com um funcionário do Ministério das Finanças, citado em um relatório do Yonhap, as corretoras de criptomoedas sul-coreanas neste ano precisarão pagar 22% de imposto de renda corporativo e 2,2% sobre os ganhos do ano passado até o final de março e abril, respectivamente, se tiveram uma renda anual de mais de 20 bilhões de wons sul-coreanos (R$ 65,8 milhões) em 2016.

O relatório sugeriu que a corretora Bithumb, por exemplo, precisaria pagar cerca de 60 bilhões de won sul-coreanos (R$ 197,4 milhões) por seus ganhos durante o ano passado.

No domingo, Yonhap citou outro funcionário dizendo que as corretoras de criptomoedas em breve precisariam compartilhar os dados das transações dos usuários com os bancos – outra jogada que ajudaria as autoridades a cobrar impostos.

As atuais medidas de restrição às criptomoedas na Coreia do Sul tem sido uma das principais causas da recente volatilidade do bitcoin. No mês passado, o governo instituiu políticas de “nome verdadeiro” para traders de criptomoedas e proibiu os investidores de abrir novas contas.

O presidente da Comissão de Serviços Financeiros do país disse ao Parlamento na quinta-feira que o governo ainda estava considerando fechar todos as corretoras locais de criptomoedas, ou pelo menos aquelas que não estão seguindo a lei

No entanto, o valor da bitcoin permaneceu relativamente estável nos últimos dias, em torno de US$ 11.500.

 

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Nota: Publicado originalmente em inglês na Fortune.