Os irmãos gêmeos que processaram Mark Zuckerberg afirmando que ele tinha roubado a ideia do Facebook, hoje valem mais de US$ 1 bilhão depois de capitalizarem com o surpreendente aumento do bitcoin.

Uma aposta de US$ 11 milhões em bitcoin feita por Tyler e Cameron Winklevoss há mais de quatro anos aumentou quase 10 mil por cento após o aumento do preço da semana passada. Acredita-se que seja o primeiro retorno de bilhões de dólares feito por um investidor em criptomoedas, um momento histórico para o ativo polêmico.

O Bitcoin atingiu US$ 11.395 na semana passada, atingindo um boom que começou há um ano e acelerou dramaticamente nos últimos dias, apesar de um coro de advertências sobre sua ameaça à estabilidade financeira e ao potencial de exploração criminosa.

Bilionários com Bitcoin

O aumento fez com que muitos de seus primeiros apoiadores se tornassem milionários, mas os gêmeos Winklevoss são considerados as primeiras figuras públicas a transformarem um investimento em mais de US$ 1 bilhão.

A dupla, que frequentou a Universidade Harvard com Zuckerberg, ganhou US$ 65 milhões com o acerto do Facebook em 2008, alegando que ele tinha roubado a ideia deles. Em março de 2013, eles usaram US$ 11 milhões do que receberam do acordo para comprar cerca de 1% da oferta mundial de bitcoin, quando uma moeda valia em torno de US$ 120.

A quantia não foi divulgada, mas é estimado que seja cerca de 100 mil bitcoins – que valem mais de US$ 1 bilhão na alta da criptomoeda na semana passada.

Desde o confronto com o Facebook, os gêmeos – que já remaram pelos EUA nos Jogos Olímpicos de Pequim – se reformularam como empresários de Bitcoin, lançando seu próprio exchange e fundo de capital de risco online. Acredita-se que eles tenham mantido seus investimentos em Bitcoin na esperança de lançar um exchange-traded fund em Nova York, embora tenham lutado para obter aprovação dos reguladores financeiros.

“Nós nunca vendemos um bitcoin, estamos apostando a longo prazo”, disse Cameron Winklevoss há dois anos.

Tyler Winklevoss, que disse que a moeda poderia valer trilhões, disse ao The Daily Telegraph de Londres no ano passado que Bitcoin era “como uma versão melhor do ouro”. Um porta-voz dos gêmeos não respondeu aos pedidos de comentários.

Apenas algumas poucas carteiras de bitcoin guardam valores maiores do que US$ 1 bilhão, incluindo o misterioso inventor da criptomoeda, que nunca foi desmascarado e é conhecido apenas pelo pseudônimo de Satoshi Nakamoto. Os gêmeos Winklevoss são as figuras mais famosas entre seus grandes apoiadores.

Regulação do Bitcoin

O Bitcoin, que não é apoiado por nenhum banco central, mas mantido por uma rede de usuários, atingiu um máximo absoluto na semana passada, apesar de Lloyd Blankfein, o executivo-chefe da Goldman Sachs, se juntar a outros pesos pesados do mundo financeiros, ao descartá-lo como uma fraude. O Banco Central dos Estados Unidos também emitiu um aviso de que poderia representar um risco para a estabilidade financeira.

“Embora essas moedas digitais não possam representar grandes preocupações em seus atuais níveis de uso, problemas de estabilidade financeira mais graves podem resultar se atingirem um uso em larga escala”, disse Randal Quarles do BC dos EUA.

Na semana passada, a Chicago Mercantile Exchange ganhou a aprovação para lançar negociação de contratos futuros de Bitcoin e planeja oferecer os contratos no final deste mês. O movimento é visto como uma marca de legitimidade que poderia aumentar o interesse institucional na moeda virtual e impulsionou seu preço.

No entanto, a criptomoeda ainda está em grande parte não regulamentada. O governo britânico procura incluir o câmbio de moedas virtuais na regulação relativa à lavagem de dinheiro, sob as propostas de emendas à legislação da União Europeia nas próximas semanas.

 

Quer entender o que é Bitcoin? Assista ao vídeo abaixo:

 

 

Artigo publicado originalmente no The Telegraph.

 

Quer mais notícias sobre criptoeconomia? Acompanhe o Infochain no LinkedIn!